{"id":18,"date":"2025-03-28T11:41:35","date_gmt":"2025-03-28T11:41:35","guid":{"rendered":"https:\/\/lambertuccits.com\/blog\/?p=18"},"modified":"2025-03-28T11:44:38","modified_gmt":"2025-03-28T11:44:38","slug":"cientistas-do-pct-guama-investigam-a-variedade-do-mel-em-circulacao-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lambertuccits.com\/blog\/cientistas-do-pct-guama-investigam-a-variedade-do-mel-em-circulacao-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Cientistas do PCT Guam\u00e1 investigam a variedade do mel em circula\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/lambertuccits.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-19\" style=\"width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/lambertuccits.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-3.png 800w, https:\/\/lambertuccits.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-3-300x200.png 300w, https:\/\/lambertuccits.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-3-768x512.png 768w, https:\/\/lambertuccits.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-3-370x247.png 370w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Viscoso, doce e com um leve toque de acidez. Essas costumam ser as caracter\u00edsticas esperadas em um mel, mas nem sempre a presen\u00e7a ou a aus\u00eancia de uma delas indica um produto de boa qualidade. Seja por uma poss\u00edvel adultera\u00e7\u00e3o ou pela esp\u00e9cie de abelha que o produziu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para atestar a qualidade do mel regional, pesquisadores do Centro de Valoriza\u00e7\u00e3o de Compostos Bioativos da Amaz\u00f4nia (CVACBA) realizam uma bateria de an\u00e1lises f\u00edsico-qu\u00edmicas no laborat\u00f3rio da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA) instalado no Parque de Ci\u00eancia e Tecnologia (PCT) Guam\u00e1, em Bel\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os estudiosos explicam que o mel resulta de uma perfeita simbiose entre o reino vegetal e o animal. Em geral, explicam eles, as abelhas coletam o n\u00e9ctar floral das plantas e as processam a partir de enzimas digestivas contidas em seus organismos. Dessa forma, os sabores e as propriedades dos m\u00e9is variam de acordo com a mat\u00e9ria-prima colhida e com as caracter\u00edsticas dos organismos das diferentes esp\u00e9cies de abelhas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cApesar de o mel ser um produto completamente natural, existe muita adultera\u00e7\u00e3o no mercado. Por exemplo, quando est\u00e1&nbsp;<em>in natura<\/em>, novo e \u2018verde\u2019, ele \u00e9 mais fluido. Ent\u00e3o para dar aquela viscosidade caracter\u00edstica, algumas pessoas fervem para tentar desumidificar. Quando se faz isso, al\u00e9m de perder \u00e1gua, pode perder tamb\u00e9m parte das propriedades fen\u00f3licas e sensoriais naturais do mel\u201d, explica o pesquisador Nilton Muto, um dos cientistas do CVACBA\/UFPA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atrav\u00e9s das an\u00e1lises, \u00e9 poss\u00edvel assegurar a qualidade de acordo com os par\u00e2metros da Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) que rege a comercializa\u00e7\u00e3o do mel. Por\u00e9m, segundo o pesquisador, quando se fala da diversidade da fauna e da flora da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, tamb\u00e9m se fala em multiplicidade de padr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto as abelhas nativas da regi\u00e3o s\u00e3o as sem-ferr\u00e3o, o mel mais acess\u00edvel ao consumidor costuma ser produzido por uma abelha com ferr\u00e3o proveniente da Europa e com larga introdu\u00e7\u00e3o em diferentes ecossistemas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEssas abelhas sem-ferr\u00e3o produzem um mel que s\u00f3 tem praticamente aqui na regi\u00e3o Norte. Ele tem uma umidade mais alta, portanto \u00e9 mais fluido. Tamb\u00e9m tem uma acidez maior como caracter\u00edstica t\u00edpica\u201d, informa Muto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAlguns acham que por estar fora dos padr\u00f5es ele n\u00e3o deveria ser comercializado, mas n\u00f3s pensamos o contr\u00e1rio. Por ser de natureza distinta, ele tem qualidades diferentes, possibilitando outras formas de uso. Esse mel mais \u00e1cido, por exemplo, ficaria uma del\u00edcia com um peixinho\u201d, avalia o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mais abelhas, mais a\u00e7a\u00ed<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando se fala em a\u00e7a\u00ed, especialmente, em culturas irrigadas, as abelhas sem ferr\u00e3o podem exercer um papel central na planta\u00e7\u00e3o. Um estudo publicado por Nilton Muto, no volume 15 da Revista Verde (2020), aponta um aumento significativo na produtividade, chegando a 2,5 vezes mais, dependendo da dist\u00e2ncia entre a planta e as col\u00f4nias de abelhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA poliniza\u00e7\u00e3o dessa abelha nativa aumentou de 30 a 70% a produ\u00e7\u00e3o do a\u00e7aizal observado. Ent\u00e3o, por exemplo, se voc\u00ea tem uma tonelada por 100 m\u00b2 na produ\u00e7\u00e3o, nesse mesmo espa\u00e7o, ao inserir enxames fortes de abelha de determinada esp\u00e9cie, voc\u00ea consegue jogar pra uma tonelada e 700 kg, sem ter que comprar mais terra\u201d, conta Muto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo tamb\u00e9m observou o aumento da qualidade dos frutos. \u201cAs palmeiras mais pr\u00f3ximas das colmeias registraram cachos com frutos mais robustos e em maior quantidade. Tamb\u00e9m ocorreram menos abortamentos, ou seja, menos queda desses frutos. O objetivo agora \u00e9 expandir a pesquisa, estamos articulando a inser\u00e7\u00e3o dessas abelhas no Sistema Agroflorestal de Tom\u00e9 A\u00e7\u00fa (SAFTA)\u201d, revela o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Panorama produtivo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As regi\u00f5es de integra\u00e7\u00e3o do Rio Capim e dos Caet\u00e9s s\u00e3o as principais produtoras de mel no Par\u00e1. O levantamento do N\u00facleo de Planejamento e Estat\u00edstica (Nuplan) da Secretaria de Desenvolvimento Agropecu\u00e1rio e da Pesca (Sedap) mostra que os munic\u00edpios de Capit\u00e3o Po\u00e7o, Tracuateua, Bragan\u00e7a e Our\u00e9m s\u00e3o os maiores produtores de mel do estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados mostram, tamb\u00e9m, que at\u00e9 o ano passado (ano de refer\u00eancia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edsticas &#8211; IBGE) o Par\u00e1 produziu 670.284 quilos de mel, aparecendo em 12\u00ba lugar no cen\u00e1rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diretora de agropecu\u00e1ria da Sedap, Brenda Caldas, disse que o estado ainda tem uma produ\u00e7\u00e3o abaixo do esperado, comparado com o cen\u00e1rio nacional, contribuindo com 1,46% da produ\u00e7\u00e3o. Ela explicou que no Brasil, o estado que lidera o ranking \u00e9 o Paran\u00e1, com 15,72% da produ\u00e7\u00e3o de todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA Sedap trabalha para aumentar essa produ\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 cresceu se compararmos, por exemplo, com dois anos atr\u00e1s. Foram produzidos cerca de 110 quilos de mel de abelha a mais\u201d, frisou Caldas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA tend\u00eancia at\u00e9 o final do ano \u00e9 de crescimento; a gente vem fazendo um trabalho junto aos produtores locais, n\u00e3o s\u00f3 para que a curva de produ\u00e7\u00e3o continue ascendendo como para melhorar cada vez a qualidade do que \u00e9 produzido\u201d, complementa Brenda Caldas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viscoso, doce e com um leve toque de acidez. 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